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22 de Outubro de 2013


A Via Campesina e a formação de povos do campo e florestas


Fonte: http://www.ippri.unesp.br/#!/noticia/131/a-via-campesina-e-a-formacao-de-povos-do-campo-e-florestas-/

Com a pesquisa intitulada “Consciência e territorialização contra-hegemônica: uma análise das políticas de formação da Via Campesina América do Sul a partir de Gramsci,” Andrea Francine Batista tornou-se a primeira aluna oriunda do campo a concluir o curso de mestrado Stricto Sensu oferecido pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), Câmpus de Presidente Prudente. O trabalho objetiva o estudo das políticas de formação da Via Campesina, especificamente na região América do Sul, e suas possíveis implicações na luta promovida pelos diferentes povos do campo e das florestas – camponeses, indígenas e quilombolas – contra o capital. A Via Campesina nasce com o propósito de articular os diversos movimentos sociais do campo numa plataforma política de luta e debate. Para isso, ela reúne organizações com características, formas e estratégias distintas. “A preocupação central da pesquisa é analisar a formação proposta por esta organização para sua luta de resistência,” assinala a pesquisadora. “Essa é a primeira vez na história da Unesp e da Via Campesina que jovens das comunidades camponeses e indígenas têm acesso a pós-graduação”, assinala Bernardo Mançano Fernandes, coordenador da Cátedra Unesco de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial, vinculada ao IPPRI (Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais) da Unesp. Mançano é um dos principais articuladores desse projeto, uma parceria entre Unesco, Unesp, Via Campesina e a Escola Nacional Florestan Fernandes. A partir de 2013, o curso passou a ser oferecido pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe, ligado ao IPPRI.



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