PUBLICAÇÕES

08 de Abril de 2013


TERRA EM TRANSE


Fonte: http://www.unesp.br/aci_ses/revista_unespciencia/acervo/40/terra-em-transe

DE OLHO NA EXPORTAÇÃO DE COMODITIES, ESTRANGEIROS AVANÇAM SOBRE AS ÁREAS AGRÍCULAS DE PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO. O GEÓGRAFO DE UNESP BERNARDO MANÇANO ESTUDA O FENÔMENO DA ESTRANGEIRIZAÇÃO NO BRASIL E EM MOÇAMBIQUE E DISCUTE SUAS IMPLICAÇÕES PARA A SOBERANIA NACIONAL, A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS  E A REFORMA AGRÁRIA. O fenômeno ficou conhecido pela expressão inglesa land grab e tem como principal cenário países pobres ou em desenvolvimento da Ásia, da América Latina e, principalmente, da África. Lá fora, o fenômeno do land grab já é motivo de preocupação. O presidente da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano, declarou, ano passado, que a ação dos grandes compradores de terra na África se assemelha “ao velho Oeste”. “Não podemos mandar estas companhias embora, mas precisamos encontrar uma maneira de limitar a ação delas”, disse. “Precisamos de um xerife que instaure a lei.” No Brasil, a crescente aquisição de terras pelo capital internacional já chamou a atenção de setores da academia. Desde 2010 o geógrafo Bernardo Mançano, do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp em Presidente Prudente, estuda a “estrangeirização do espaço agrário brasileiro”. Mançano aponta alguns elementos contextuais para entender o processo que está ocorrendo em escala mundial. “Até agora, a terra tem sido usada para produzir alimentos e fibras. Com a mudança da matriz energética, que está em andamento, a agricultura vai servir para produzir também energia. A biomassa vai ter um papel importante para atender o consumo de energia no planeta. Isso vai gerar um impacto enorme, não só sobre a agricultura, mas sobre a relação entre campo e cidade”, analisa. Para saber mais:http://www.unesp.br/aci_ses/revista_unespciencia/acervo/40/terra-em-transe



Webkeepers